# Lei Rouanet dispara sob Lula e supera todo o governo Bolsonaro **By:** Mateus Conte **Published:** 2026-08-30T18:20:05-03:00 **Source:** [Revista Oeste](https://revistaoeste.com/politica/lei-rouanet-dispara-sob-lula-e-supera-todo-o-governo-bolsonaro) --- Mecanismo captou R$ 10,7 bilhões desde 2023; Petrobras responde por 89% dos aportes de estatais em 2026 Presidente Lula e a ministra da Cultura, Margareth Menezes | Foto: Reprodução/X/Margareth Menezes Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você • Desde 2023, projetos da Lei Rouanet captaram R$ 10,7 bilhões, acima dos R$ 9,2 bilhões do governo Bolsonaro. • Em 2026, a captação chegou a R$ 1,1 bilhão; a Petrobras liderou os patrocinadores, com R$ 278 milhões. • Representante do ministério afirmou que o governo pretende ampliar o mecanismo caso Lula seja reeleito. Os projetos culturais beneficiados pela Lei Rouanet captaram R$ 10,7 bilhões desde 2023, começo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O montante já supera os R$ 9,2 bilhões registrados durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, conforme levantamento do site Poder360 divulgado neste domingo, 30. Os dados são do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura. Os valores de 2025 e dos anos anteriores foram corrigidos pela inflação até junho de 2026. O maior volume permanece no primeiro mandato de Dilma Rousseff, com R$ 10,8 bilhões. Em 2026, até 27 de agosto, empresas haviam destinado R$ 1,1 bilhão a projetos culturais por meio do mecanismo. Na Lei Rouanet, projetos recebem autorização do Ministério da Cultura para buscar patrocinadores. As empresas que fazem os aportes podem descontar os valores do Imposto de Renda devido, dentro dos limites legais. O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Thiago Leandro, afirmou que o governo pretende ampliar o mecanismo nos próximos anos caso Lula seja reeleito. “A ideia é seguir crescendo com responsabilidade, mas seguir aumentando o investimento, porque é um bom investimento, retorna mais do que [é investido].” A Petrobras é a principal financiadora da Lei Rouanet sob Lula | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Petrobras concentra recursos de estatais à Rouanet As empresas públicas da União responderam por R$ 312 milhões captados pela Lei Rouanet em 2026. Desse total, a Petrobras destinou R$ 278 milhões, equivalente a 89%. Em seguida aparecem Banco do Brasil, com R$ 28 milhões, e Banco do Nordeste, com R$ 5,5 milhões. Entre todos os patrocinadores, tanto públicos como privados, a Petrobras também lidera em 2026, seguida por Vale e Nubank. A Petrobras informou ao Poder360 que os valores correspondem aos pagamentos previstos em contratos de patrocínio. Segundo a empresa, todos os procedimentos “seguem critérios técnicos rigorosos, processos transparentes e as melhores práticas de governança, em conformidade com a legislação vigente”. Entre os projetos com maiores valores de captação apresentados para 2026 estão o plano plurianual da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo para 2027 a 2030, com R$ 201 milhões; o Museu do Petróleo e Novas Energias, com R$ 141 milhões; e o plano plurianual da Orquestra Ouro Preto, com R$ 105 milhões. Leia também: “‘Quem se assume à direita sofre boicote no meio artístico’”, entrevista de Marília Marton a Branca Nunes publicada na Edição 296 da Revista Oeste Antonio Cabrera é veterinário com pós-graduação em produção animal e presidente do Grupo Cabrera, que atua no agronegócio. Foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Fernando Collor e ex-secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de SP durante a gestão Mário Covas. Atualmente, é titular da Sociedade Nacional de Agricultura e membro de várias entidades nacionais e internacionais, além de cônsul honorário da Espanha. Ele está no LinkedIn: Antonio Cabrera. Jornalista e escritor. Entre outras obras, é autor de “Um Certo Mr. Elbling” e “O dragão e o galo”. Em quatro décadas de atuação na imprensa do Rio Grande do Sul, dirigiu publicações voltadas ao jornalismo econômico e cultural. É, também, colunista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Roberto Motta é Engenheiro Civil pela PUC-RJ e Mestre em Gestão pela FGV-RJ . Há mais de 10 anos, estuda segurança pública e, em 2018, foi Secretário Executivo do Conselho de Segurança do Estado do Rio de Janeiro. Entre outros livros, publicou "Os Inocentes do Leblon” e "A Construção da Maldade", sobre a crise de segurança pública do Brasil. Um dos criadores do Partido Novo, do qual se desligou em 2016, atualmente é colunista do Instituto Millenium, do Instituto Liberal, da Gazeta do Povo e comentarista da Rede Jovem Pan. Professor emérito de Sociologia na Universidade de Kent, na Inglaterra. Colunista da Spike Magazine, é autor de livros considerados clássicos sobre temas como medo, paranoia e guerra cultural, como How Fear Works (2018) e First World War — Still No End in Sight (2016). Aliados de Flávio lideram pesquisas em quatro dos maiores Estados e no DF Corrupção: a conta que o Brasil não pode mais pagar Flávio, depois de encontro com ministro de Bukele: ‘Basta coragem para enfrentar facções’