# EUA cobraram eleições livres em rascunho de negociação do tarifaço **By:** Pâmela Zacarias **Published:** 2026-09-17T20:24:26-03:00 **Source:** [Revista Oeste](https://revistaoeste.com/politica/eua-cobraram-eleicoes-livres-em-rascunho-de-negociacao-do-tarifaco) --- Documento apresentado pelo governo Trump ao Brasil tinha 21 exigências para negociar a revisão da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros Trump e Lula conversam durante reunião na Malásia, em outubro de 2025 | Foto: Ricardo Stuckert/PR Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você • O governo de Donald Trump apresentou uma minuta com 21 pontos ao Brasil, exigindo garantias de uma eleição presidencial 'livre e justa' no Brasil em 2026 e a não limitação da participação de 'dissidentes políticos'. • Essa demanda foi feita durante negociações sobre a sobretaxa de 50% aplicada aos produtos brasileiros. • O governo Lula rejeitou a proposta, que também abordava questões comerciais e de liberdade de expressão. O governo de Donald Trump exigiu que o Brasil garantisse uma eleição presidencial livre e justa em 2026 e não impedisse a participação de dissidentes políticos na disputa. A demanda constava de uma minuta com 21 pontos apresentada, em 16 de outubro de 2025, aos negociadores brasileiros durante as tratativas para rever a sobretaxa de 50% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O texto também tratava de comércio, plataformas digitais, sanções financeiras e acesso de empresas norte-americanas ao mercado brasileiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia também: “EUA: Trump diz que Brasil falha no ‘combate aos terroristas’ PCC e CV” O governo Lula rejeitou a proposta. Ao portal g1, fontes do Itamaraty afirmaram que a exigência não avançou para as negociações formais entre os dois países. Exigências dos EUA A minuta foi apresentada no contexto das tratativas sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros. Parte das exigências tratava diretamente de questões comerciais, enquanto outras envolviam temas políticos e institucionais. O Departamento de Estado norte-americano também cobrava garantias relacionadas à liberdade de expressão e estabelecia condições para a atuação de empresas norte-americanas no Brasil. Entre os pontos relacionados a liberdade e eleições, a minuta estabelecia: O Brasil deveria se comprometer com uma eleição presidencial livre e justa em 2026 e não deveria deter, prender arbitrariamente ou limitar de outra forma a participação de dissidentes políticos no processo eleitoral; O Brasil não deveria, de forma extraterritorial, aplicar multas, impor congelamento de ativos, deter, prender ou punir cidadãos dos EUA, residentes legais dos EUA ou empresas norte-americanas por condutas protegidas pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA; e O Brasil deveria garantir aos provedores de serviços digitais dos EUA aviso prévio adequado e oportunidade para comentar ou recorrer de decisões, penalidades ou multas propostas ou definitivas relacionadas a publicações em redes sociais, além de desenvolver regras claras para remoção de conteúdo e responsabilidade civil. Entre os pontos estava ainda uma exigência relacionada à compra de aeronaves da Boeing e ao acesso a minerais críticos. Documento não cita nomes A minuta não menciona o ex-presidente Jair Bolsonaro ou qualquer outro político brasileiro como destinatário da regra sobre “dissidentes políticos”. Entretanto, na carta em que anunciou as tarifas, em julho de 2025, Trump citou o julgamento que condenou o ex-presidente brasileiro. O presidente norte-americano e classificou a ação como uma “caça às bruxas”. Brasil e EUA devem retomar as negociações sobre as tarifas durante o encontro do G20, marcado para o fim de setembro. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que espera se reunir com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Roberto Motta é Engenheiro Civil pela PUC-RJ e Mestre em Gestão pela FGV-RJ . Há mais de 10 anos, estuda segurança pública e, em 2018, foi Secretário Executivo do Conselho de Segurança do Estado do Rio de Janeiro. Entre outros livros, publicou "Os Inocentes do Leblon” e "A Construção da Maldade", sobre a crise de segurança pública do Brasil. Um dos criadores do Partido Novo, do qual se desligou em 2016, atualmente é colunista do Instituto Millenium, do Instituto Liberal, da Gazeta do Povo e comentarista da Rede Jovem Pan. Professor emérito de Sociologia na Universidade de Kent, na Inglaterra. Colunista da Spike Magazine, é autor de livros considerados clássicos sobre temas como medo, paranoia e guerra cultural, como How Fear Works (2018) e First World War — Still No End in Sight (2016). Pseudônimo do psiquiatra britânico Anthony Daniels. É autor de mais de trinta livros sobre os mais diversos temas. Entre seus clássicos (publicados no Brasil pela editora É Realizações), estão A Vida na Sarjeta, Nossa Cultura… ou O que Restou Dela e A Faca Entrou. É um nome de destaque global do pensamento conservador contemporâneo. Colabora com frequência para reconhecidos veículos de imprensa, como The New Criterion, The Spectator e City Journal. ‘Desespero eleitoral’: juristas veem desvio de finalidade em reajuste do Bolsa Família Mendonça rejeita ação contra reajuste do Bolsa Família Datafolha aponta empate técnico entre Lula e Flávio no 2º turno Master: associações da BA são investigadas por suspeita de fraude de R$ 1 bi PF encontra pagamento de R$ 33 milhões do Master a advogada ligada ao STF Candidato do Novo contrata envolvido no 8/1 para campanha Depois da tensão no STF, Nunes Marques diz que ‘não é preciso aumentar o tom’