# Autoridades sírias apuram possível fuga da família de Bashar al-Assad para o Brasil **By:** Yasmin Alencar **Published:** 2026-08-31T10:17:28-03:00 **Source:** [Revista Oeste](https://revistaoeste.com/mundo/autoridades-sirias-apuram-possivel-fuga-da-familia-assad-para-o-brasil) --- A Síria intensificou a busca por familiares do ex-ditador desde a queda do regime, em dezembro de 2024 Bashar al-Assad era ditador da Síria | Foto: Divulgação/Instagram/@syrianpresidency Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você Autoridades sírias suspeitam que dois parentes do ex-ditador Bashar al-Assad tenham buscado refúgio no Brasil após condenações à morte pelo novo governo, intensificando a perseguição a familiares desde a deposição de Assad em dezembro de 2024. A informação surgiu durante a COP30 em Belém, onde a delegação síria recebeu relatos da comunidade síria local. Investigadores identificaram um primo como irmão de Wassim al-Assad, condenado em 18 de agosto, e o outro como filho de Rifaat al-Assad, ambos com histórico de envo Autoridades sírias acreditam que dois parentes do ex-ditador Bashar al-Assad possam ter buscado refúgio no Brasil, depois de condenações à morte impostas pelo novo governo da Síria. O regime sírio intensificou a perseguição a familiares de Assad desde a deposição do ex-presidente, em dezembro de 2024. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles. Essas suspeitas vieram à tona durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), realizada em Belém, quando membros da comunidade síria no Brasil informaram a delegação de Damasco sobre a possível presença dos primos de Assad no país. O novo presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, liderou o evento e recebeu os relatos de inteligência de compatriotas residentes no Brasil. Família Assad sob perseguição e sentenças de morte A família Assad comandou a Síria por 54 anos, de 1970 a 2024. Bashar assumiu o poder em 2000, logo depois da morte de Hafez al-Assad. Deposto em dezembro de 2024, Bashar al-Assad passou a ser acusado de crimes de guerra cometidos durante os 13 anos de guerra civil, iniciada em 2011. Em agosto deste ano, ele foi sentenciado à morte em julgamento à revelia. Além de Bashar al-Assad, outros três familiares receberam penas capitais: Maher al-Assad, irmão do ex-presidente; Atef Najib, primo e ex-chefe de segurança; e Wassim al-Assad, também primo. Atef e Wassim compareceram presencialmente ao tribunal em Damasco, enquanto Bashar e Maher permanecem exilados na Rússia, e a execução das sentenças depende da cooperação de Moscou com o governo sírio. Investigações apontam parentes no Brasil As investigações sírias identificaram um dos primos suspeitos de estar no Brasil como irmão de Wassim al-Assad, condenado à morte em 18 de agosto. Engenheiro de formação, ele teve destaque na região de Latakia, onde foi acusado de envolvimento em contrabando e tráfico no porto local, além de ser filiado ao Partido Baath e ter ocupado vaga no Parlamento sírio. No início deste mês, autoridades sírias solicitaram o bloqueio dos bens desse primo e alegaram participação em milícia chamada al-Wa’ad al-Sadiq. O outro primo seria filho de Rifaat al-Assad, antigo vice-presidente sírio e irmão de Hafez al-Assad. Por sua ligação com o regime, ele enfrenta sanções impostas por União Europeia, Mônaco, Suíça, Bélgica e França desde 2023. Ambos teriam deixado a Síria depois da destituição de Bashar al-Assad, em 2024, e as buscas por eles se intensificaram. Entretanto, fontes do Metrópoles revelam que obstáculos burocráticos na Embaixada da Síria no Brasil têm dificultado o avanço das investigações. Depois da saída da ex-embaixadora Rania al Haj Ali, funcionários ligados ao antigo regime continuam na representação, o que prejudica a comunicação entre Damasco e Brasília. Impasses diplomáticos e expectativa de mudança A expectativa é que, com a nomeação de novos embaixadores depois das eleições deste ano, o quadro possa mudar e permitir maior cooperação diplomática. Funcionários do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, consultados sob anonimato, disseram ao Metrópoles que a presença de familiares de Bashar al-Assad no país não é uma atribuição da diplomacia brasileira. Leia também: “O retrato da ineficiência” artigo de Yasmin Alencar na Edição 332 da Revista Oeste Antonio Cabrera é veterinário com pós-graduação em produção animal e presidente do Grupo Cabrera, que atua no agronegócio. Foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Fernando Collor e ex-secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de SP durante a gestão Mário Covas. Atualmente, é titular da Sociedade Nacional de Agricultura e membro de várias entidades nacionais e internacionais, além de cônsul honorário da Espanha. Ele está no LinkedIn: Antonio Cabrera. Jornalista e escritor. Entre outras obras, é autor de “Um Certo Mr. Elbling” e “O dragão e o galo”. Em quatro décadas de atuação na imprensa do Rio Grande do Sul, dirigiu publicações voltadas ao jornalismo econômico e cultural. É, também, colunista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. É professor, acadêmico, ecólogo, engenheiro agrícola, escritor e pesquisador brasileiro. Atuou na Embrapa por mais de 40 anos. Antropólogo. Autor do livro "A Corrupção da Inteligência". Colunista da Revista Oeste e da Gazeta do Povo. Roberto Motta é Engenheiro Civil pela PUC-RJ e Mestre em Gestão pela FGV-RJ . Há mais de 10 anos, estuda segurança pública e, em 2018, foi Secretário Executivo do Conselho de Segurança do Estado do Rio de Janeiro. Entre outros livros, publicou "Os Inocentes do Leblon” e "A Construção da Maldade", sobre a crise de segurança pública do Brasil. Um dos criadores do Partido Novo, do qual se desligou em 2016, atualmente é colunista do Instituto Millenium, do Instituto Liberal, da Gazeta do Povo e comentarista da Rede Jovem Pan. Jornalista, começou a carreira na Folha de S.Paulo e vive em Israel desde 2012. É autora e editora de livros, além de tradutora e intérprete. Professor emérito de Sociologia na Universidade de Kent, na Inglaterra. Colunista da Spike Magazine, é autor de livros considerados clássicos sobre temas como medo, paranoia e guerra cultural, como How Fear Works (2018) e First World War — Still No End in Sight (2016). Economista americano, defensor da Escola Austríaca e do libertarianismo, associado do Action Institute e autor do livro Coletivismo de Direita (2017), publicado no Brasil LVM Editora. Pseudônimo do psiquiatra britânico Anthony Daniels. É autor de mais de trinta livros sobre os mais diversos temas. Entre seus clássicos (publicados no Brasil pela editora É Realizações), estão A Vida na Sarjeta, Nossa Cultura… ou O que Restou Dela e A Faca Entrou. É um nome de destaque global do pensamento conservador contemporâneo. Colabora com frequência para reconhecidos veículos de imprensa, como The New Criterion, The Spectator e City Journal. Escritor, analista político, palestrante e tradutor. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs". Tem passagens pela Jovem Pan, RedeTV!, Gazeta do Povo e Die Weltwoche, na Suíça. Rússia prepara ataques em larga escala contra energia da Ucrânia