# Corinthians e Caixa assinam termo de confidencialidade em reunião com Boulos e avançam por acordo **By:** Rodrigo Sampaio **Published:** 2026-10-16T15:04:09-03:00 **Source:** [Estadão](https://estadao.com.br/esportes/futebol/corinthians-e-caixa-assinam-termo-de-confidencialidade-e-avancam-por-acordo-saiba-detalhes) --- Reunião para debater dívida de R$ 642 milhões do clube com o banco aconteceu em Brasília com a presença do ministro da Secretaria-Geral, presidente Osmar Stábile e integrantes da Gaviões da Fiel Ex-diretor do Corinthians se lança à presidência e diz: ‘Clube vive crise moral, ética e financeira’ Ao 'Estadão', Sergio Janikian afirma ser necessário mudança de gestão para recuperar o moral do clube no mercado. Crédito: Sérgio Janikian O Corinthians e a Caixa Econômica Federal assinaram nesta sexta-feira, 16, um Acordo de Confidencialidade (Non-Disclosure Agreement ou simplesmente NDA) para avançar nas negociações sobre a quitação da dívida pelo financiamento da Neo Química Arena, atualmente estimada em R$ 642 milhões. A reunião em Brasília contou com a presença de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, e integrantes da Gaviões da Fiel, principal organizada do clube. PUBLICIDADE O NDA estabelece regras para a troca de informações e impede uma ou mais partes de repassar dados sigilosos a terceiros. A nova etapa discutirá a possibilidade de o clube ceder os naming rights do estádio ao banco em troca do abatimento do débito, hipótese levantada desde o ano passado. A hipótese ainda é considerada remota e o foco está em um acordo mais flexível para os pagamentos. Uma resolução deve ocorrer somente após o segundo turno das eleições no Brasil. O Estadão apurou que a presença de integrantes da Gaviões da Fiel ocorreu por um convite da própria Caixa. Publicidade Stábile já havia viajado a Brasília para tratar de assuntos relacionados à Caixa na quarta-feira. No dia seguinte, integrantes de organizadas foram ao Parque São Jorge cobrar do presidente a saída do diretor executivo de futebol Marcelo Paz, o afastamento de Memphis Depay, além explicações sobre os critérios utilizados para contratar Clarence Seedorf como novo treinador e medidas para lidar com a dívida de R$ 2,8 bilhões. Apuração aponta se a Odebrecht, de fato, não concluiu o estádio do Corinthians Foto: Daniel Teixeira/Estadão Apesar de ter desistido de concorrer à reeleição, Stábile está focado em encerrar sua gestão com um acordo com o banco estatal. No ano passado, Corinthians e Caixa contrataram uma empresa especializada para fazer o valuation (avaliação financeira) da Neo Química Arena e de seus naming rights. As partes já têm o valor o relatório em mãos e agora discutem a viabilidade do negócio. Em setembro, o clube recebeu o aval do banco para suspender o pagamento da terceira parcela de R$ 28 milhões referente ao acordo vigente. Outras duas, que somam R$ 56 milhões, foram pagas no primeiro semestre. Paralelamente às negociações, o Ministério Público de São Paulo mantém em andamento um procedimento administrativo que apura uma possível divergência financeira na cobrança de encargos e multas pelo banco estatal ao clube. A investigação, sob responsabilidade do promotor Cassio Roberto Conserino, tem como base uma denúncia do perito Anísio Castelo Branco, CEO do Instituto de Perícia Investigativa, que investiga fraudes, lavagem de dinheiro e análise de contratos bancários. Ele fez um dossiê e levantou todos os dados sobre a dívida com base nos documentos públicos, multas e principalmente os juros cobrados.